segunda-feira, 15 de setembro de 2014

4ª jornada 2014/2015

Foi uma pré época deprimente, com as saídas de Oblak, Markovic, Cardozo e Garay a juntarem-se às já anunciadas de Rodrigo e André Gomes e à previsível de Siqueira. A rábula do substituto de Oblak (com Artur a jogar e a ser herói até falhar no derby) acabou com Júlio César, uma escolha que pareceu ser a possível tendo em vista o mercado.

As entradas não entusiasmaram até à última. Inicialmente pareceu gastar-se muito dinheiro em muitas incógnitas (milhão aqui, milhão e meio ali) e até jogadores para a equipa B ou que foram logo vendidos ou dispensados. Por outro lado continuou a não se apostar na formação, com João Teixeira a deixar boas indicações quando foi utilizado para ser logo encostado de novo à equipa B. Faltavam dois médios. E Enzo sempre na corda bamba para sair.

Quando se iniciou Setembro a coisa parecia melhor. Samaris e Cristante davam algumas garantias de qualidade ao meio-campo, faltava um avançado. Parece que veio agora Jonas. E Enzo não saiu.

Do outro lado da segunda circular muito circo, mas tudo parecido com a época passada, um treinador competente (na minha opinião) mas pouca qualidade no plantel. A norte muito investimento quantitativo e qualitativo, sendo a incógnita o treinador.

O que dizer, agora, à 4ª jornada?

- O plantel do FCP é teoricamente melhor que o nosso.

- O treinador deles continua a ser uma incógnita. Se for competente vai ser renhido, se for incompetente melhor para nós.

- Eliseu foi o reforço que melhor entrou e se adaptou.

- Talisca, mesmo com o hat-trick esta jornada, tanto pode cair para o lado Matic (ou Rodrigo, visto que Jesus começou agora a apostar nele como segundo avançado) como para o lado Filipe Menezes. Tem qualidade técnica e capacidade física, resta saber qual será a capacidade de aprendizagem e nível de inteligência. Não falei em Matic por acaso. Quando o sérvio chegou irritava-me várias vezes. Notava-se um pontencial técnico e físico enorme, mas tomava decisões disparatadas e acumulava perdas de bola e passes errados proibitivos naquela zona do terreno. Vamos ver no que dá Talisca e se a aposta nesta posição se mantém ou se vai recuar no terreno.

- De resto pouco há a dizer no que toca a reforços. Samaris e Cristante ainda agora chegaram e pouco jogaram, é esperar para ver. E também esperar que Júlio César recupere da lesão e ver como ele entra na equipa.

- Quanto às mudanças na defesa: Eliseu entrou bem e Jardel não envergonha ninguém a defender, mas pressionado está longe do nível a que estávamos habituados com Garay no que toca a recepção e passe e isso pode fazer diferença com equipas fortes que pressionem alto os nossos defesas. Há que ver Lisandro.

Venha o 34º.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

A equipa da FPF

Somos um povo desportivamente pobre. Demasiado focados num único desporto, sem cultura desportiva no geral mas também no futebol em particular. Tal como dos 6 milhões só são adeptos a sério umas dezenas de milhares, também o resto do país só se interessa por bola para achincalhar o colega do trabalho à segunda-feira.

É assim que se explicam as expectativas desmedidas em relação a esta selecção. Do nosso onze, só Cristiano Ronaldo era titular na Alemanha. E só ele e o Fábio Coentrão seriam titulares numa ou outra selecção.

Dito isto, não jogamos nada, mesmo contando com as nossas limitações. E aqui a culpa é do nosso seleccionador e, por extensão, da FPF, para quem está tudo bem.

Há outras selecções que compensam a falta de qualidade individual com trabalho táctico e atitude, mas Portugal limita-se a ser medíocre em campo.

- Temos um dos melhores do mundo, este ano considerado mesmo o melhor, um homem que marca dezenas de golos por época há várias épocas consecutivas. No entanto nem jogamos para ele, nem ele joga para a equipa. Anda ali, não defende, mas também não montámos nenhuma estratégia para retirar o melhor dele.

- Se não temos pontas de lança à altura e o nosso meio campo está envelhecido e apresenta dificuldades porque não jogar com mais jogadores no meio campo e soltar Ronaldo na frente?

- Porque continua PB a insistir em Bruno Alves, Miguel Veloso ou Raul Meireles em vez de Neto (ou até Ricardo Costa), William Carvalho, Ruben Amorim ou André Almeida?

Nada disto faz sentido para mim. E é engraçado que o país não conteste o Paulo Bento por esta falta de qualidade e lógica de jogo, pobre trabalho táctico e estratégico, inconsistências gritantes na qualidade das escolhas do onze titular. Não, o povo contesta o Paulo Bento porque, como já ouvi, "temos uma grande equipa e não jogamos nada".

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Jesus 2014

Um ano depois, com quase tudo ganho, mantenho as dúvidas que tinha o ano passado.

O ano passado era verdade que perdemos o campeonato aos 92 minutos de um jogo, depois de o nosso guarda-redes ter oferecido pontos ao longo da época e ainda assim fizemos pontos que nos deixariam campeões em qualquer outra época excepto essa e a de 2010/2011. (Mesmo no ano anterior fizemos 69 pontos, que nos deixavam em igualdade pontual com o campeão de 2006/2007 e 2007/2008.) E fizemos a época que fizemos com muito mais jogos nas pernas que o FCP.

Este ano também é também verdade que fizemos menos pontos que o ano passado. E é verdade que a grande mudança na equipa se deu por acaso, com a lesão do Cardozo que fez pegar de estaca a dupla Rodrigo-Lima e a lesão do Artur que fez entrar o Oblak, de quem Jesus tinha dito na pré época não ser guarda-redes para o Benfica... Caso estas lesões não tivessem ocorrido, que época teria sido esta? Agora nunca saberemos, e ainda bem, porque apesar da final europeia perdida, foi uma época inesquecível.

Daí continuar com dúvidas. Acho o que sempre achei, que Jesus é um treinador que sabe muito de futebol, sabe tirar o melhor de muitos jogadores, mas que ao mesmo tempo tem um feitio complicado, um ego enorme e também queima muito jogador e, se calhar, muitos jogos, devido à sua teimosia (se não tem entrado em conflito com o Ruben Amorim, talvez tivesse sido ele a entrar contra o Estoril na época anterior e não o Carlos Martins, por exemplo).

Tal como no ano passado vejo motivos válidos para Jesus ficar e para sair, mas ao contrário do ano passado, em que via um treinador no Estoril que o podia substituir, este ano não vejo ninguém livre para isso. E, como tal, este ano só há uma opção. Aguardemos.



segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

- E também falhou um penálti?
- É verdade, defendido pelo Félix. O pai do Mourinho.
- Falhou mais penáltis?
- Um para o Maló, da Académica [na Luz, em Outubro de 1966: 2-1 para o Benfica]. E outro para o União de Almeirim.
- Como é que é?
- Para a Taça de Portugal, com o União de Almeirim [32 avos-de-final, a 9 de Fevereiro de 1969]. Ganhámos 8-0, eu já tinha marcado três ou quatro, não me lembro bem [foram três, e vale a pena dizer que Eusébio marcou 18 em nove jogos nessa edição da Taça, que o Benfica levantou, numa final com a Académica, que meteu prolongamento e só se evitou um segundo jogo por-culpa-vocês-sabem-de-quem]. E houve um penálti. Eu fui batê-lo e o guarda-redes disse-me que o pai dele estava no Estádio da Luz. Eu então disse-lhe que ia atirar para aquele lado [Eusébio aponta o seu lado direito] e ele foi lá buscá-la. Eu e ele tirámos fotografias, com o pai também, e, durante essa semana, ele virou herói nacional, com reportagens numa série de jornais. Foi engraçado [e sorri largamente, como se lhe estivessem a dar uma Bola de Ouro].

segunda-feira, 10 de junho de 2013

A águia dos Ramones

E como surgiu o logo? A história é muito simples, dizia Vega, que tantas vezes foi questionado sobre isto. A inspiração vem de um logo de uma loja que ainda hoje existe, a Kaufman’s. Mas a águia, que aparece no centro da imagem, já existia antes disso na cabeça de Vega. “Está na bandeira do México”, explicou o designer, acrescentando ainda que “desde os romanos que a águia é vista como algo majestoso”. “Nunca fazem coisas estúpidas como chupar ‘as bolas’, o que um leão faria”, justificou. A imagem definitiva, em que aparecem os nomes dos quatro Ramones, inspirada também pela moeda de dólar de Eisenhower de 1972, ficou concluída em 1976.

O resto pode ser lido aqui:

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Aimar

Já não foi no Benfica o Mago do River Plate e Valencia. A última época foi um infeliz equívoco. Não saberemos nunca se caso tivesse sido opção regular teria tido melhores prestações, mas a sua utilização a 5 e 10 minutos do fim em jogos de alta intensidade (quando nunca teve hipótese de ganhar ritmo esta temporada) deixou uma pálida imagem sua em campo. Nas épocas anteriores, no entanto, mesmo não sendo o mago que foi no passado, espalhou classe nos campos onde jogou com a nossa camisola. Foi um jogador à escala mundial, o ídolo do melhor jogador de todos os tempos e foi nosso 10.

Até sempre!

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Carraça.

Que se renove com Jesus, não sei se concordo e só o futuro dirá se foi uma boa opção, mas encontro motivos para que ele fique, tal como há outros para que ele saia. Consigo compreender, portanto, ainda que não tenha decidido se queria que ele ficasse ou não.

Agora o Carraça? Se ele ficar é uma vergonha, porque ele não depende do remate do Kelvin ou do Ivanovic ou do passe do Artur para o adversário. Falhou redondamente em Dusseldorf e falhou ainda mais no Jamor, para não falar na Madeira. Se alguém no cargo dele não impõe ordem e benfiquismo nas reacções dos jogadores e não tem mão no treinador, que é que lá está a fazer? Este tipo além de incompetente, não sabe o que é o Benfica. Rua.